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05 de JANEIRO de 2009 |




  Pará Negócios
SITE PARÁ NEGÓCIOS: UM PROJETO DE COMUNICAÇÃO DIGITAL


A Internet é uma presença cada vez maior em nosso cotidiano. De acordo com Renato dos Santos Neto, gerente de negócios da B2BiS, empresa especializada em soluções Web, a facilidade das pessoas e empresas se comunicarem, interagirem e realizarem negócios tornou-se mais comum e simples do que há 10 anos - data em que a Internet comercial surgiu no Brasil. “A empresa que não conhecer e usar as aplicações dessa revolução digital a seu favor pode estar com os dias contados”, diz ele.

Os dados comprovam isso. O número de internautas residenciais que utilizam a Internet no Brasil, por exemplo, atingiu 13,2 milhões de pessoas em fevereiro, contra 12 milhões em janeiro. O tempo de navegação foi de 17h33min, também em fevereiro, o que torna o Brasil líder de tempo de navegação entre todos os países pesquisados, entre os quais Estados Unidos, Japão, Austrália, França, Alemanha,Itália, Suécia, Suíça e Reino Unido. Segundo o Comitê Gestor da Internet no Brasil, o número de domínios .br chegou a 880.782 em fevereiro.

Cláudio Malagoli, também da B2BiS, afirma que estar presente na internet é uma condição imprescindível para obter êxito no mundo dos negócios. “Os recursos da Web permitem conquistar novos clientes e fidelizar os já existentes, além de disseminar a mensagem da empresa para um grande número de pessoas”, acrescenta ele.
Outro dado importante: o estudo 'O Estado da Blogosfera', do site especializado em buscas em blogs, Technorati, revelou que o número de blogs é 60 vezes maior do que há três anos. Em média, a cada um segundo um novo blog é criado. São cerca 35,5 milhões de blogs, com 1,2 milhão de notas publicadas por dia.

E mais: no Brasil, a publicidade na internet experimentou um crescimento de 19,1% em 2005, movimentando 226 milhões de reais, de acordo com dados do projeto Inter-Meios. A publicidade na web foi o terceiro nicho de maior crescimento dentro do mercado publicitário brasileiro, ficando atrás apenas da revista e da TV por assinatura.
Fazer uma campanha baseada só na televisão e anúncios impressos, por mais criativa que seja, pode não ser suficiente para conquistar o consumidor, e a missão dos profissionais desta área passa também por fazer um detalhado planejamento de mídia que leve em conta a veiculação no universo dos meios não-tradicionais, como a internet. A opinião é de Murray Dudgeon, chefe de operações globais da Universal McCann, um dos maiores grupos de publicidade do mundo.

Segundo ele, o surgimento de meios de comunicação tão novos como os blogs e as mensagens transmitidas pelo celular aumentou a complexidade das tarefas dos publicitários. Mas apesar de ter um leque mais amplo de opções, a maioria das empresas ainda prefere usar meios tradicionais, como televisão e mídia impressa, para anunciar seus produtos. O desafio das agências de publicidade, portanto, não se resume a planejar uma campanha de olho na internet e no telefone, mas mostrar ao cliente o retorno que cada meio pode oferecer.

A circulação diária de 770 jornais norte-americanos caiu 2,6% entre outubro de 2005 e março deste ano, já que a maior parte dos leitores busca informações no seu wibsites, que receberam, em contrapartida, 8% mais visitas no primeiro trimestre deste ano, o que comprova mais uma vez a migração dos leitores e anunciantes do formato impresso para o digital. “A Internet é a parte que cresce mais rápido da atividade jornalística”, afirmou John Kimball, diretor de marketing da Associação de Jornais da América. A mesma Associação informa que a receita gerada pelos websites sobe de 25% a 30% ao ano, totalizando US$ 2 bilhões em 2005.

Na divisão da torta publicitária, muitas empresas ainda concentram mais de 90% de seus gastos em publicidade em mídias tradicionais, o que ocorre principalmente pela falta de informações sobre o retorno que pode ser obtido com publicidade não-tradicional. Dudgeon disse ainda que um trabalho importante que a sua companhia está fazendo hoje é tentar entender a eficiência comparativa dos diversos meios, para poder traçar estratégias que tragam resultados efetivos com a utilização de novas mídias. 'A chave para o trabalho das agências é saber como usar todas essas novas tecnologias e medir sua eficiência', acrescentou ele.

Estar na Internet é permanecer 24 horas no ar, sete dias por semana, durante todo o ano, como uma espécie de antena de alcance global. Um alcance global fundamental, principalmente, junto a formadores de opinião e mídia especializada. Estar on-line é ficar em sintonia com tudo que acontece no mundo, é ser transparente nas ações, é ter visão de futuro.

É dentro desse quadro que decidi colocar toda a minha experiência de 35 anos de jornalismo, com atuação em órgãos importantes como os jornais “O Estado de S. Paulo” e “Gazeta Mercantil”, nesse projeto de comunicação digital, com o lançamento de uma newsletter e de um site que sejam referência na divulgação de notícias de economia, negócios, meio ambiente e política na Amazônia e que permitam ao internauta um espaço de interação com os acontecimentos relacionados a esses assuntos.

Comecei a trabalhar como repórter em 1971, no jornal “A Província do Pará”. Fui correspondente em Belém dos jornais “O Estado de S. Paulo” e “Jornal da Tarde” por 18 anos, de 1975 a 1993, e da revista “Visão” por seis anos, a partir de 1978. Atuei também como repórter do jornal “O Liberal” em 1976 e repórter e editor do extinto jornal “O Estado do Pará” de 1977 a 1980. Fui ainda editor do jornal alternativo “Bandeira 3” e de “O Jornalista”, órgão de divulgação do Sindicato dos Jornalistas do Pará, por cerca de dez anos. Repórter e editor do jornal “Gazeta Mercantil” de 1996 a 2004 e assessor de imprensa da Embrapa de 1981 a 1989 e do Governo do Pará de 1995 a 1996 e de 2003 a 2004. Atuo no momento e como consultor na área de Comunicação e escrevo matérias especiais para vários órgãos de comunicação.

Sou autor do livro “Repórter”, editado em 1995, e co-autor dos livros: “Panará – a volta dos índios gigantes”, de 1997, editado pelo Instituto Socioambiental; e “O Novo Brasil”, editado em 2002 pela Editora Nobel. Ganhei o Prêmio Esso de 1976 pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, com a famosa matéria sobre as mordomias no poder público, e Menção Honrosa do Prêmio Esso de 1977 pela série de reportagem “Amazônia, a ocupação ilegal”, no mesmo jornal. E Prêmio Aimex de Jornalismo em 2003, 2004 e 2005.

O www.paranegócios.com.br terá uma newsletter - um boletim com atualização diária de segunda a sexta-feira e que será enviado aos assinantes através do e-mail, com acesso ao site que terá em sua estrutura - além do detalhamento maior dessas notícias diárias -, entrevistas, artigos de colaboradores, enquetes e espaço para a opinião do leitor.

Raimundo José Pinto - Jornalista

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